O movimento começou timidamente no início no século 19, mas gradualmente foi conquistando espaço até ganhar força nos anos 80 em Londres e Nova York, através da arquitetura. Sua principal influência veio da cultura japonesa, baseada na filosofia Zen, que transmite a ideia de liberdade e essência da vida, revelando a qualidade inerente dos materiais e objetos utilizados. Um dos primeiros artistas de maior referência no estilo é o De Stijl, famoso por seus quadros simplistas. Já na arquitetura, o nome seria Ryoanji e seus jardins minimalistas.
Hoje em dia, o conceito pode ser percebido como a tendência mais marcante de design minimalista ao nosso redor. Sites, prédios, embalagens, smartphones, todos eles minimalistas. Não é a toa que grandes empresas estão aderindo ao movimento, utilizando a simplicidade para maximizar o efeito. Um grande exemplo é o Google, que aplicou em todos seus produtos (Gmail, Drive, Google Agenda e outros) o conceito do “Material Design”, que chamou atenção na última versão do Android L.
Então, o que é um design minimalista?
O minimalismo é uma tendência de design que começou no século 20 e continua até hoje e ganhou maior destaque a partir da implementação do Windows 8, que também utiliza o conceito de flat design. Um design minimalista é um projeto despojado com apenas elementos essenciais. O arquiteto Ludwig Mies van der Rohe definiu o estilo como “menos é mais” e o designer Buckminster Fuller como “fazer mais com menos”.
A história do design minimalista
O estilo minimalista iniciou no século 20 com a arquitetura, em 1920. Após a Primeira Guerra Mundial, o arquiteto Van Der Rohe foi um dos primeiros arquitetos de destaque que usaram seus princípios. A tendência continuou até a metade do século 20, com o designer e arquiteto Buckminster Fuller que projetou cúpulas usando formas geométricas.
O foco na simplicidade foi inserido na pintura, design de interiores, moda e música. A arte minimalista cresceu, especialmente, na década de 1960 nos Estados Unidos. Semelhante ao De Stijl, pintores reagiram contra a arte abstrato-expressionista e usavam apenas as formas geométricas elementares sem adicionar decorações ou quaisquer outros elementos.
Naturalmente, o foco na simplicidade também transbordou em produtos de consumo, com o design gráfico e web design.
Designers influentes
Havia muitas pessoas fazendo design minimalista, mas como com qualquer tendência ou movimento, algumas figuras eram mais proeminentes e influentes. Duas figuras-chave no design minimalista foram Buckminster Fuller e Dieter Rams.
Uma abordagem prática do design minimalista
– Menos é mais: utilizar apenas elementos necessários para identificação.
– Omitir informações desnecessárias: não inserir elementos desnecessários
– Subtrair: remover elementos até que o projeto pare de funcionar da maneira como deveria. Um passo antes é o ápice do design minimalista.
– Cada detalhe conta: as informações são vitais. Os detalhes vão criar sentimentos e sensações ao público final.
– Cor: usar apenas as cores que interagem bem e criam sensações.
– O espaço em branco é vital: não preencher todos os espaços.
– Tipografia: escolher as limpas, fontes simples com um alto nível de legibilidade, como as fontes sans serif (sem serifas)
– Alinhamentos: um arranjo legível e agradável do conteúdo
– Contraste: maior contraste pode melhorar drasticamente a legibilidade do design